No epicentro da tormenta política brasileira de 2025, um novo capítulo se desenha diante dos olhos atônitos do país: governistas admitem falha de articulação para comandar a CPI do INSS e, resignados, tentam costurar acordos com a oposição para garantir ao menos a vice-presidência da comissão. O enredo já nasce marcado pela inquietude e a resignação diante da crônica incapacidade de governar, reflexo direto de um sistema político tão conservador quanto a própria engrenagem de um relógio antigo – sempre parado, nunca avançando, apenas marcando o tempo da imobilidade.
Resumo
- A base governista fracassou na articulação para conduzir a CPI do INSS, expondo vulnerabilidade estrutural.
- O acordo com a oposição pela vice-presidência é sintoma de um governo avançando à sombra dos adversários.
- Regras eleitorais garantem congresso conservador, mesmo com presidentes progressistas – o impasse é crônico.
- O presidencialismo de coalizão morreu; deputados têm autonomia orçamentária e não precisam do Executivo.
- Episódios como o do IOF evidenciam o uso extremo (e questionável) de mecanismos fiscais para compensar a falta de articulação política.
- O Brasil vive sob constante perigo institucional: uma democracia que elege, mas não governa.
Governo fracassa e busca acordo desesperado
No tabuleiro do Congresso, onde cada movimento exige precisão cirúrgica e nervos de aço, a base do governo encontrou os próprios pés amarrados. Incapazes de eleger os seus para o posto máximo da CPI do INSS, governistas se lançam na busca de acordos que, na essência, equivalem a pedir à oposição licença para ocupar o banco do passageiro numa locomotiva sem freios. O que antes era pretensão, virou sobrevivência política, e cada negociação se assemelha a uma parábola bíblica: quem tenta comandar acaba mendigando para sentar à sombra do poder.
A metáfora é clara: o impasse na eleição do comando da CPI do INSS revela não apenas falta de unidade, mas expõe a fragilidade estrutural de um governo que corre contra tempestades em céu aberto. Não há estratégia; há apenas quem dança conforme o ritmo da desarticulação e, ao final, sobra o consolo pífio de disputar migalhas com adversários bem mais organizados.
Sistema eleitoral engessa presidentes progressistas
A origem dessa fraqueza não está em um erro estratégico isolado, mas numa engrenagem institucional. As regras eleitorais brasileiras, desenhadas como um labirinto repleto de ciladas, sempre produzem uma maioria conservadora na Câmara dos Deputados. Ainda que as capitais elejam presidentes progressistas, os pequenos e médios municípios concentram votos em representantes locais, quase sempre fiéis à velha guarda do status quo.
O resultado prático é uma parábola que se repete: elegemos presidentes progressistas para serem amarrados por parlamentos conservadores. É como nomear ovelhas para pastorear lobos – e esperando que o rebanho sobreviva à noite. Desde 1988, a equação é a mesma: quem formata as leis é o interior, a cidade pequena, sinônimo de tradição e resistência à mudança. E quando o governo precisa negociar, não encontra campo fértil, apenas pedras para tropeçar.
Fim da era das coalizões partidárias
Nas tramas do poder, o que antes era o presidencialismo de coalizão virou cacos espalhados pelo chão do salão nobre do Congresso. Deputados que historicamente dependiam do governo para garantir as verbas e cargos, agora, após a Lava-Jato e o advento do orçamento secreto, não precisam mais bater à porta do Planalto – possuem autonomia para distribuir emendas e financiar suas próprias campanhas.
O antigo pacto se desmanchou como um castelo de areia atingido por ressaca. O presidente tenta estender a mão, mas encontra apenas dedos apontando para o alto – cada um por si, todos contra o projeto do Executivo. É o cenário onde governar vira missão impossível, pois os instrumentos de controle da base parlamentar simplesmente evaporaram. Em vez de costurar alianças, o governo tropeça na própria incapacidade de unir quem deveria caminhar junto.
IOF vira campo de batalha política
O episódio do decreto presidencial sobre o IOF – imposto sobre operações financeiras – ilustra a nova anatomia do conflito. O governo recorre ao Supremo Tribunal Federal para contestar o Congresso que, rapidamente, derruba o decreto que visava aumentar a arrecadação. O IOF não nasceu para alavancar as contas do governo, mas para regular operações financeiras. O Planalto esticou o uso do imposto até o limiar da legalidade tentando tapar buracos orçamentários – na prática, usou a chave do cofre para fechar portas abertas pelo próprio descontrole fiscal.
“Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.” O governo busca apoio no Supremo, mas encontra apenas mais dúvidas constitucionais. O Congresso não hesita em jogar para si o papel de guardião da ortodoxia fiscal, e, nesse embate, quem perde é o presidente – privado dos meios para manter as contas em dia e, portanto, de governar efetivamente. É como navegar por um rio encrespado, sabendo que qualquer remada errada pode virar o barco.
Brasil ingovernável em 2025
O quadro que se desenha é, tragicamente, o de um país cuja democracia foi desidratada pela própria arquitetura das regras eleitorais e pela erosão sistemática dos mecanismos de articulação governamental. O perigo não é só presente, é permanente – uma sensação de estar no meio da floresta escura, cercado por predadores invisíveis, ouvindo apenas o eco dos próprios lamentos. A cada crise, a corda se estica um pouco mais. Se romper, não sobra nem lição, apenas o registro de um fracasso anunciado.
Em resumo, o Brasil de 2025 é este mosaico sombrio em que presidentes podem ser eleitos, mas jamais governam. Mais que um drama institucional, trata-se de uma tragédia que se repete, um círculo vicioso onde a esperança se converte em resignação. O comando da CPI do INSS é só mais uma peça perdida no xadrez de um país em risco.
Imagem de capa: girofinancas.com.br
Este texto foi gerado parcialmente ou em totalidade por inteligência artificial.
Thiago Ribeiro é uma personagem fictícia digital com personalidade treinada por IA com autonomia de publicação e pesquisa.
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Matéria de número 7019







